09/02/2010
01/09/2009
31/08/2009
30/08/2009
27/08/2009
sorriso enfadonho
e ela sorriu...
para quase todo o sempre...
sorriu...
nunca mais parou de sorrir.
sabemos das pessoas que riem o tempo todo.
de quem é a culpa... do primeiro
do seguinte...
ou do último ?
24/08/2009
05/08/2009
07/07/2009
28/06/2009
04/05/2009
02/05/2009
acho que sim...
acho.
agora.
só acho...
que sim...
que poderei...
voltar...
a essas linhas...
sim...
01/02/2009
Novamente deparo-me com a cara desse fragmento de tempo, insolúvel na memória.
Sei do que se trata, ja vi estas aguas nunca antes navegadas, mas muito conhecidas.
O céu não diz outra coisa, se não o que me ocorre na consciência.
Parece que esta la, tudo no teto do mundo, exposto para todos que se derem ao luxo de olhar pra cima.
Despido e apavorado com a possibilidade, e amedrontado com idéia de passar desapercebido, como uma noticia do canal do tempo.
Espero que bons tempos se desenvolvam, espero, sempre espero...
08/12/2008

Existência contida, regrada, ajustada...
sempre um ao lado pra balizar a mediana das coisas normais a se fazer e esperar.
Alguns dizem não temer as escolhas, pois já não fazem quase nada.
Serão os terceiros que afetam as escolhas do ser ao lado?
Seria a vida mais entediante do que não poder escolher nada.
De nem ser o próximo a optar;
Não suspeitamos a existência,
de uma "força" desprovida de vetor.
Sinto-me refletindo tudo e todos
Não me vejo mais;
reflexo das coisas em mim...
Não sou eu, mas somente as escolhas;
Difração das expectativas em mim iridescentes.
Pareço não ocupar mais o mesmo espaço.
O espaço aumentou, agora como um balão estou cheio de ar...
Prestes a subir e ser levado;
O mormaço do verão mais uma vez me preencher da completa melancolia.
como se ainda houvesse algum romantismo nisso, fecho os olhos e lembro de um verão que talvez nunca existiu....
Calado vejo os termostatos se regularem na sua frenética busca por equilibro.
Calado termino isso.
Calado é como permanecerei aos que se calarem.
11/11/2008
quase tudo me afeta... sou um afetado. Não posso acreditar, mas acredito, que isso há de ir embora. Parece já estar tão longe... e na exponencial da velocidade que foi, tudo volta. Falta-me ânimo então. Resigno-me. Crio novas ilusões... tento continuar....
10/10/2008
30/09/2008
palhaço de mundo
todo mundo
todo mundo há
um pouco
de palhaço
pouco há
todo mundo
um pouco de
palhaço
há
há
palhaço
em pouco
de todo
todo
MuNDo
22/09/2008
thi is a lie
I’ve never been sure
the part we play
the way we are
how each of us denies any other way in the world
why each of us must choose
I’ve never understood
one special friend
one true love
why each of us must lose everyone else in the world
however unsure
however unwise
day after day play out our lives
however confused
pretending to know to the end
but this isn't truth this isn't right
this isn't love this isn't life this isn't real
this is a lie
how each of us believes
I’ve never really known
in heaven unseen and hell unknown
how each of us dreams to understand anything at all
why each of us decides
I’ve never been sure
the part we take
the way we are
why each of us denies every other way in the world
however unsure
however unwise
day after day play out our lives
however confused
pretending to know to the end
but this isn't truth this isn't right
this isn't love this isn't life this isn't real
this is a lie
this isn't truth this isn't right
this isn't love this isn't life this isn't real
this is a lie
25/08/2008
Na esperança de não ser ignorada, existirá dúvida cruel, capaz de esmagar a resignação?
Fadado ao fracasso espero, a derrota sem glória;
mas que venha ela logo, pois essa guerra ja não suporto mais.
nem mesmo os pensamentos, que ecoantes desprendem-se dos labirintos por mim impostos.
Cansei de tramar esse mapa, pois ja não defino o espaço, quem dirá o tempo. Resta-me a forma e suas propriedades. Haveria essência da forma sem tempo?
Com a forma e o tempo, me recupero em busca de espaço, e esse mesmo que interno, é espaço. Haverá espaço fora de mim, todos os espaços só existem dentro de mim.
No final me resta o que mais dói, não é forma nem espaço, mas o tempo. Por ser mutável, nunca pode ser o mesmo, o que o torna igual, pelo mesmo no que diz respeito a isso. Ele é um só, uma vez só, e pior: é o que esta ai agora!!!!
14/08/2008
Um lar, quem saiba, amor, paz, um amigo.
A inteira, negra e fria solidão
Está comigo.
A outros talvez
Há alguma coisa quente, igual, afim
No mundo real. Não chega nunca a vez
Para mim.
"Que importa?"
Digo, mas só Deus sabe que o não creio.
Nem um casual mendigo à minha porta
Sentar-se veio.
"Quem tem de ser?"
Não sofre menos quem o reconhece.
Sofre quem finge desprezar sofrer
Pois não esquece.
Isto até quando?
Só tenho por consolação
Que os olhos se me vão acostumando
À escuridão.
Fernando Pessoa, 13-1-1920.
08/08/2008
Saia de Mim
Saia de mim como suor
Tudo o que eu sei de cor
Sai de mim como excreto
Tudo que esta correto
Saia de mim
Saia de mim
Saia de mim como um peido
Tudo o que for perfeito
Saia de mim como um grito
Tudo o que eu acredito
Tudo que eu não esqueça
Tudo que for certeza
Saia de mim vomitado,
Expelido, exorcizado
Tudo que está estagnado
Saia de mim como escarro
Espirro, pus, porra, sarro,
Sangue, lágrima, catarro.
07/08/2008
diz contra ai...
a idéia de que poderia ser diferente,
tudo não vai além de mais uma idéia...
o pior mesmo é a esperança, da mudança...
pois o ser resignado, ja não sofre tanto.
já não sofro como antes, pois sei que nada muda como antes...
nada mais se altera por inércia...
e que nem as leis newtonianas mais basicas são respeitadas.
que o marasmo só cria fungos, e estes me destroem por dentro...
mas é um destruir bom, pois vejo coisas novas no horizonte, vejo até mesmo o horizonte!
espero que dentro deste fragmento de vida, algo mude, algo valha, algo viva...
só não espero passar em vão, não para os outros, mas pra mim mesmo...
espero a hora de não se esperar quase nada...
28/07/2008
tempo e forma
deste espaço, o meu vale de compras.
Repetitivamente ando por estas linhas,
nem sempre com mesmo passo, andando por ai a procura da dúvida crua.
decido aqui o meu mundo e minhas verdades, mesmo que provisórias.
pasmo ao encontrar as verdades há muito dissolvidas...
reinterpretando a luz das novas sombras,
encontro o fundo momentâneo;
surgem as amplitudes dos volumes.
perde-se as formas, encontra-se o tempo.
18/07/2008
Perspectiva
Eu confesso que não contei, nem olhei para trás
Pensei até em esquecer,
mas não deu.
Ficam ali do lado de fora
Não esqueci, mas fechei a persiana
Deixei de lado
E me voltei para dentro.
Mas não dá para ficar sempre aqui dentro
Sempre esperam algum alô lá fora
Não vou conseguir ficar para sempre aqui
De um lado para o outro, tudo continua
E, pensando bem, é uma questão de perspectiva
Achar que eles pararam e que eu continuei.
16/07/2008
Where did all the feelings go?
What about that happy glow?
Was that so long ago,
When we were first in love?
I didn't feel the change,
Everything was still the same.
And when that moment came,
I didn't know.
I miss the feeling,
I miss the light,
But I got faith in something,
I'll never give up the fight.
Why's it so heavy,
This love of mine,
I lost the feeling,
I lost the time.
I'd like to shake your hand,
Disappointment.
Looks like you win again,
But this time might be the last.
Let's say I got a habit,
Let's say it's hard to break,
Let's say we got to do something,
Before it's just too late.
I want to get you back,
I don't know how to do that,
I miss you loving me,
The way you used to.
I'm taking the blame myself,
For livin' my life in a shell,
And now I'm breakin' out,
But will you still be there?
Let's say that love is blind,
Let's say that time is kind,
Let's say that it's not over,
'Til it's over.
I'd like to shake your hand,
Disappointment.
Looks like you win again,
But this time might be the last.
I'm saving the best for last,
Let's leave this all in the past,
The beauty of loving you,
Is what we've both been through.
So now it's up to me,
To set your spirit free,
So you can swing again,
On our gate.
I'd like to shake your hand,
Disappointment.
Looks like you win again,
But this time might be the last.
neil young
09/07/2008
percebo a vontade intragável de acordar lembrando das coisas...
cabeça cheia do vazio cultivado;
brinco de esquecer, as coisas sempre voltam
It's fucking borin to death
acaba a esperança em algo novo;
acaba algo novo de esperança;
junto com as coisas sempre ditas,
a vontade de nunca ter feito, de nunca ter tido vontade...
de ser somente uma rolha a boiar em uma taça de vinho.
02/07/2008
Pessoas caminham, transitam, no vai e vem das cidades.......
Cada um com seu DESTINO........
OUTRAS NEM TANTO........COMO SE UM TANTO PERDIDAS......
ESCOLHAS........CERTAS ...ERRADAS.....
ESTAMOS AQUI PRA VIVER, ESCOLHER......
VIVER NO EXTREMO,
VIVER COMPASSADAMENTE.........QUASE PARANDO......
CADA UM NO SEU RITMO......
ATÉ QUE ALGUM DIA......
O MUNDO PODE FICAR MENOS NUBLADO......
E SUAS IDÉIAS CLAREAREM.......MAS,
SERÁ QUE ALGUM DIA SABEREI SE ESTOU CERTO OU ERRADO.....
SE MINHA VIDA TEVE RAZÃO OU IMPORTÂNCIA......
VIDAS ......
PARA SEREM VIVIDAS.......OU MUITAS VEZES DESPERDIÇADAS......
CADA UM NO SEU TEMPO........
......................................
João Vinícius Romanoff Simões
26/06/2008
john lennon - oh my love
My eyes are wide open
Oh my lover for the first time in my life
My eyes can see
I see the wind, oh I see the trees
Everything is clear in my heart
I see the clouds, oh I see the sky
Everything is clear in our world
Oh my love for the first time in my life
My mind is wide open
Oh my lover for the first time in my life
My mind can feel
I feel the sorrow, oh I feel the dreams
Everything is clear in my heart
I feel life, oh I feel love
Everything is clear in our world
16/06/2008
03/06/2008
essa capacidade de estranhar as mesmices... Como posso achar diferente as coisas mesmas repetidas dia-a-dia. Como posso esperar o novo diante do mesmo. Isso que as vezes é uma capacidade incrível de surpreender-se, é ao mesmo a apatia ao novo, velho, antigo e inesperado mundo que ainda não vi.
01/06/2008
compensações
Na passagem da estrada, velhos carinhos.
Na tentativa de suprir, achamos sozinhos.
Com a cara no meio, no meio caminho.
Esperando voltar, recordamos sozinhos.
Os anos passados, no nosso cantinho.
Desiludidos compramos, o nosso lugar.
Que fica bem longe, difícil encontrar.
este dói, pois apesar de ser sempre o mesmo, nunca é igual.
29/05/2008
28/05/2008
25/05/2008
14/05/2008
13/05/2008
08/05/2008
Poesia
A irrespiráveis píncaros,
Perenes sem ter flores.
Só de aceitar tenhamos a ciência,
E, enquanto bate o sangue em nossas fontes,
Nem se engelha conosco
O mesmo amor, duremos,
Como vidros, às luzes transparentes
E deixando escorrer a chuva triste,
Só mornos ao sol quente,
E refletindo um pouco.
Ricardo Reis (Fernando Pessoa)
07/04/2008
you rubo
Silêncio no quarto, céu sem nuvens.
Vôo em busca de um galho firme para repousar, por uma noite.
Calados os galhos movem-se conforme o vento do outono.
Nada parece conforme o combinado, terei falado sozinho...
Plano o solitário sentimento de solidão compartilhado por quase todos.
Nem os marcos celestes das nuvens.
Cansei de comer essa carne em putrefação, cansei de tatear "olfativa-mente" os céus...
Desgovernado pelas correntes ascendentes permaneço a planar levemente.
06/04/2008
02/04/2008
28/03/2008
III Canto - I rascunho
e outro suspenso
quem sabe dançando
a fogo lento
A vida chama
que acende e queima
vida derrama
um balde de tinta na gente
E a gente vela
e desvela
a gente tenta
Pô-la na tela
Fazemos arte
a gente parte
e a vida
cumprimenta
Música: Gabriel Marques
Letra: Rômulo Arbo
http://rapidshare.com/files/102370691/IIICanto.WAV.html
21/01/2008
Seca a lágrima, respira, fingi que não volta.
Repete, avisa, não seja chato;
Chora, enxuga as lágrimas, as coisas não mudam.
pensa, as coisas não pioraram.
Todo o esforço para as coisas somente não piorarem. Chora.
Não seca.
Pensa.
Respira.
Espera.
Esquece.
Muda.
Chora, mas chora por outra coisa...
Espera, não muda.
Respira, Respira... Respira
15/01/2008
Palavras individuos
Não há uma base lógica para o entendimento; não que não seja possível;
Dificuldades individuais transbordam nos poros das relações;
Indiferentes procuramos sozinhos nossa lógica e nosso entendimento;
quando nos entendemos estamos tão distantes dos próximos;
Que é como ter mapeado uma ilha inteira e não saber sair dela;
Dai nos damos conta do quanto é importante entender o que nos cerca;
De nada vale o conhecimento dos mundo que nós criamos se isso estiver desconectado do resto.
E dai entendendo o resto, percebo o mar de ignorância.
13/01/2008
09/01/2008
ficam somente as notas minimalistas ecoando no escuro, a fumaça escorre em direção ao teto...
Tento esquecer, a parte difícil de se viver...
o tempo é agora, e isso é muito curto...
silencio completo do som, minha cabeça não ouve mais nada, a não ser minha própria voz não proferida.
logo veio na minha cabeça que era fruto desse tipo de pergunta.
04/01/2008
17/12/2007
Egberto Gismonti
Por que o sonho terminava
Quando o dia amanhecia
No espelho
Vinha um medo desse gosto morto do passado
Mergulhado na memória
Eu não queria que a vida findasse no abismo desse quarto
Amargando amargurada solidão
Por que a hora se esvazia
Na memória do espelho
Como um fado
Teço o fio do meu sonho cheio de mistério
Um rosário de silêncio
E a minha boca fechada com medo das sombras desses anjos
Que se foram e não voltam nunca mais
12/12/2007
respiro com calma, entendo minha alma...
não acredito nisso, mas conforta...
não entendo os problemas maiores...
ninguém se eleva, somente subtrai...
por onde anda a paciência, a competência...
existirá a ciência?
08/12/2007
o charme das curvas longas
as longas curvas do charme
a consciência do charme nas curvas longas;
as curvas, a massa, o deleite nas entranhas...
quero mais um pouco de curva, quero dobrar na rua errada;
poder virar na esquina enganada...
voltar para o circuito de curvas, olhares atentos, corpos nem tanto...
espera-se mais uma dose, sempre mais uma... quando é a hora de parar?
existe tal hora?
bem, para existir basta fazer, basta curar, baste um charme...
basta curvar (me)?
AF
04/12/2007
30/11/2007
28/11/2007
o quer esperar, nem se esperar.
não seio o que dizer, nem pra quem...
parece que não sei mais nada, que foi tudo tão leve.
só parece, tudo só parece, na minha cabeça.
não sei mesmo nem o que deveria perguntar.
não me aguento mais nestes dias, nem em muitos outros;
conviver comigo me duplica as sensações.
hoje cansei de mim, quero habitar outro, nem que por um instante.
AF
27/11/2007
26/11/2007
22/11/2007
12/11/2007
Como dói não ser acreditado, ver nos olhos da pessoa querida, a insensibilidade da idéia mal compreendida... Ver que a crença em nossas visões é um ato solitário e penoso; que tentar ser claro, é uma tentação inatingível e insolúvel. Não podemos creditar a alguém uma conquista na qual não acredita, isso é dar responsabilidade a quem não tem...
06/11/2007
vagando pelas
noites e dias
desmedido
comedido
tão vagabundo...
Porque gotejas
suspiros
na ausência
dos ciclos
que nego
renego...
Porque danças
bailas
nas águas
das fugas
obscuras
do sorriso
destrancado...
Porque explodes
amarrotado
disperso
traço
confuso
nos fragmentos
de mim...
05/11/2007
29/10/2007
28/10/2007
25/10/2007
Combinando com ele, só que contrapondo, a janela uiva.
É triste
Mas mais que triste, agonia.
Dançam árvores, arbustos e bandeiras
E toda a sorte de pássaros voam e param no ar.
Dançam ao gemido da janela.
Mesmo tão invisível
o vento se presta a tantas imagens, todas feitas com palavras.
24/10/2007
20/10/2007
Canção do Amor-Perfeito ...
seca o amor, seca as palavras.
Deixa tudo solto, leve,
desunido para sempre
como as areias nas águas.
O tempo seca a saudade,
seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
vagando seco e vazio
como estas conchas das praias.
O tempo seca o desejo
e suas velhas batalhas.
Seca o frágil arabesco,
vestígio do musgo humano,
na densa turfa mortuária.
Esperarei pelo tempo
com suas conquistas áridas.
Esperarei que te seque,
não na terra, Amor-Perfeito,
num tempo depois das almas.
(Cecília Meirelles)
18/10/2007
O enterrado vivo...

é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.
É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.
Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.
A verdade dividida..
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar. Cada um optou
conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
30/09/2007

As vezes basta um canto, uma sombra, um suspiro;
mais uma latida pra bicicleta que volta, as pessoas passam;
sinto como um cachorro a moda antiga.
O frio do chão, que reflete a falta de calor humano;
ou que reflete o que temos de mais humano...
é assim, como um cachorro, na laje...
sozinho em meio ao lixo do mundo,
ao lixo das relações...
mas vale mais ser um cachorro, do que ser o lixo...
vale mais latir pra indiferença, do que passar por ela...
vale mais o brilho do sol a sombra da ignorância.
29/09/2007

Sou de todos os sentidos, as gotas de chuva que lavam meu corpo, as sombras da ausência, a solidão das janelas fechadas, as portas que habitam dentro de mim, o silêncio berrado, o grito calado, o riso desse sorriso, o choro que chorei.
Despi meu corpo, e mesmo assim, me vejo inteira....
28/09/2007
Republicando Fragmento
Coruja de sobretudo, esperando eu pensar maldade para me prender em suas garras.
21/09/2007
tic tac
largada
velocidade aumenta
calçada passa lentamente
tic tac
mais velocidade
meio-fio passando
cada vez mais rápido
tic tac
evolução
casas sumindo ao meu lado
com suas cercas de madeira
tic tac
velocidade
vento cegando meus olhos
lágrimas percorrendo meu rosto
tic tac
muito rápido
não há obstáculos
trilha no fim
xeque-mate
...
20/09/2007
Torrencial da vida
sigo meu caminho
a chuva bate nos olhos
mas não penso em parar
sigo minha trilha
sigo meu destino
meu destino é caminhar
e as gotas entram em meus olhos
sigo minha trilha
sigo minha vida
minha vida diante de mim
e a chuva a me cegar
faço minha trilha
faço meu caminho
faço meu destino
fiz a minha vida
e farei o que dela será
mesmo enquanto a chuva continuar caindo
18/09/2007
Nova Porta Aberta
Sobre o mesmo teto que tanto passou despercebido
Um rosto diferente sobre quem sabe se não a mesma cara que esconde tantas outras
Cara de tacho
Para e olha
Pairam acima (ainda há dúvida sobre o plural) protegidas sob o anonimato emprestado da penumbra
Que graça em ver sem ser visto
Quantas barbaridades que cabem nessa hora
Ainda me sinto seguro assim
Cara atrás de rosto atrás de máscara escondida no escuro
Do telhado eu vejo a cidade já quase sem luzes
Já dormiu, bem antes de mim
Foi então
Acende a luz, que já é tarde
Vou tirar a fantasia
Antes de dormir.
em perfeitas constelações
sempre em estado de alerta
quem sabe
no teatro de vultos
sempre ocupados em fingir
eu consiga sobreviver...
17/09/2007
.......
O meu corpo no chão
Um livro que eu li
O silencio e a pele
As palavras sentidas
Os vestígios de ti
E o mundo e a rua
Despidos no vento
À espera de sentir o mar
Numa vaga de espuma
Em sentidos guardados
No fundo do olhar
As revistas no chão
Os copos vazios
Vestígios do tempo
As palavras trocadas
O calor e o frio
Cada gesto que abraço
E um filme que eu vi
O que fica marcado
E já nunca se afasta
Os vestígios de ti
E o mundo e a rua
Despidos no vento
À espera de sentir o mar
Numa vaga de espuma
Em sentidos guardados
No fundo do olhar....
(não sei o autor)
Os Mortos...
pelos olhos dos vivos
eventualmente ouvem,
com nossos ouvidos,
certas sinfonias
algum bater de portas,
ventanias
Ausentes
de corpo e alma
misturam o seu ao nosso riso
se de fato
quando vivos
acharam a mesma graça
16/09/2007
A NEBLINA DE UM PESADELO
cada vez mais denso
já não me deixa respirar
já não consigo enxergar
uma neblina que posso tocar
entope minha garganta e não anda
ocupa o espaço como se fosse só seu
encobre minhas pupilas
não me permite ver além
é um véu pesado, que sufoca
e é tão intenso,
tão mais denso do que eu
e passo a flutuar
14/09/2007
12/09/2007
Livro aberto
Esse livro aberto como alegoria
O abajur perdido em sua luz
Essa água quieta desejando a sede
O controle girando no ar
A TV remota em sua fantasia
Uma alegria que não vai passar
Se você vier
Esse teto frágil sustentando a lua
Esse livro aberto como uma saída
O tapete e seu plano de vôo
O lençol revolto antecipando o gozo
Essa velha casa de coral
Essa concha muda que o meu sonho habita
A paixão convicta que não vai passar
Se você vier
Esse rádio doido de olhos valvulados
Esse livro aberto como uma sangria
Esse poema novo sem papel
O papel que cabe aos meus sapatos rotos
O meu rosto que o espelho não vê
A janela imóvel em seu desatino
Esse meu destino que não vai passar
Se você vier
Esse quarto agindo à minha revelia
Esse livro aberto como uma indecência
O desejo é um naco de pão
A ilusão exposta em tanto desalinho
Uma tecla insiste em bater
No relógio o tempo é uma saudade tensa
E essa cama imensa que não vai passar
Se você vier
Vitor Ramil
11/09/2007
BALANÇA mas não tara...
escapam coisas permanentes de vontade;
as coisas que de mim escapam, permanente vontade de resolver...
as verdades ja não são ditas com emoção, mas pesadas na balança da razão;
balança, que tem sua tara, influenciada pela tara dos outros...
é como se cada balaça fosse interligada em mais algumas...
diferente da emoção, que na maioria das vezes funciona ligada a si própria...
resolver as minhas taras, com base na emoção ja é difícil, com base na razão?
incoerente...
agora resolver minhas taras com base na razão dos outros, inlfuenciado pela emoção perdida, tentando tarar a balaça alheia, é impossível...
08/09/2007
Peso Invisível
"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." 06/09/2007
indecido

estou preste a poder entender;
não sei bem o que, mas sei que esta chegando;
vem bem de leve, as vezes parece que desiste...
mas volta, como quem não quer se fazer compreender pela força...
mostra algo lindo, o sorriso da solidão confortante;
a possibilidade de não estar preso a idéa alguma...
não que não haja... mas não estar limitado...
me de uma escolha, que logo me "indecido" por outra...
a vida não é dialética, menos ainda "monoalética"...
a vida é escolha de idéia alguma, em momento qualquer...
31/08/2007
maças roídas...
idéa em desequilibrio.
o fim, na semente... no centro...
nem sempre fértil, mas sempre presente.
sempre ali, para alimentar a esperança de mais uma...
maça roída, pelo tempo, pelas idéias, por nós... e por todos...
maças roídas?
Feridas inúteis....
30/08/2007
a falta que faz a palavra que não estava la...
sempre quero algo que não podem me dar, pelo menos não agora...
ou se quer alguma coisa de alguém errado, ou se espera alguma coisa...
sempre a espera...
Quando Nada Rima

Porque esta tristeza demora
Tranqüilo
É melhor sentir-se indiferente
E dar-se por contente.
26/08/2007
passa
passa a manha... passa a tarde... só não passa a noite...
o que não passa... tudo passa...
16/08/2007
Parque de Diversões Contemporâneo
Tempo De Amor
Vinicius De Moraes / Baden Powell
Ah, bem melhor seria
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar
Ah, bem melhor seria
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar
Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar
Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor
Ah, não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais
O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu
Ah, não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais
Tucanando...

é sonhos desmedidos,
e perdidos
Será que tucanar
é entre ver teus olhos,
e o medo de acordar
Será que tucanar
é não saber do tempo,
ou da agitação que a vida provoca
Será que tucanar
é pedir prá sair,
e como sob hipnose,
seguir sem reclamar a tua vontade.
Será que tucanar
é dançar nos braços
e ao som da tua voz,
onde o mar e a lua estão de caso...
Acho tucanar
é o que faz um pássaro,
que olha a tudo
e com ar de sabedoria
mostra as cores da felicidade.
14/08/2007
Encontro
13/08/2007
Vai vindo, vai... Vai rindo, Vai..

estou anelado pelos fatos...
me sentido a própria barata...
prestes a morrer sem ter se reproduzido...
não é o sentimento de ânsia, mas o que esta por vir...
calado, permaneço na minha, raro são os surtos de amenidades que proporciono;
ja não agrado tanto, ou ja não me iludo como fazia;
estarei prestes a experimentar o próprio veneno?
poucos sabem, muitos tentam, poucos conseguem, muitos desistem...
nisso se resume a eterna busca do impossível.
10/08/2007
Inquietude
Repentino
Vadio numa noite sem fim...
Meu amor é veludo
Perdido em lençóis de cetim
Com toques suaves
Despido de mim...
Meu amor é guerreiro
Audaz
Louco
Deixa marca de garras
dentes na pele
Em um perfume sem fim...
Meu amor vem do calor
De todos os lugares
Das tempestades e torrentes
Dos medos e das alegrias
Dos sonhos e desejos
Repletos de fantasia...
Meu amor vive em uma lua cheia
Permanente
Cheia de luz
emitindo raios
Como braços de prata
Que enfeitiça
Encanta
e cala...
09/08/2007
Talvez...
por homens impossíveis
porque sendo impossíveis
não tem perigo
de acontecerem ...
04/08/2007
03/08/2007
31/07/2007
isso não é poema... são frases empilhadas
todo o tempo se espera
é como se a vida ou fosse vivida no passado, ou no futuro...
ja se falou muito sobre tempo, sobreu sua relatividade...
mas as pessoas, mesmo pretendendo o presente,
acabam sempre em tempos que há rigor nunca foram seus...
sempre a espera de um tempo perdido(esta frase não é minha)
de algo que esta por vir... sempre a vida é vivida para o futuro;
com base no passado...
isso acaba com o presente... que é uma grande presente.
e presente não se da a ninguém...
estamos acabando um com os outros,
com base no passado, e pensando no futuro....
27/07/2007
26/07/2007
16/07/2007
O início da impossibilidade descritiva;
Um pouco do que todos sabem
bem curto e bem bravo.
que venha rápido, sem ser notado.
que se mostre de frente, e se va de lado.
que seja plano, e com pouco de lado.
de forma ampla, espelho do lado.
que absorva o útil, e reflita o fardo.
CADA UMA
cada dia uma nova
cada nova
uma idéia
cada idéia!
cada dia!
cada nova!
cada nova idéia!
cada dia, cada dia
cada idéia, cada idéia
dia cada, cada uma, cada dia
dia acaba, cada dia, cada uma, cada nova...
CADA IDÉIA.
05/07/2007
Vou Pra casa...
pra casa todos voltam ,at'e os que v~ao mais longe...
todos... V~ao...
os que nao voltaram, ou ainda n~ao foram longe o suficiente, ou ainda nao morreram.
pois estes sempre voltam...
mortos...
Eu ja vou pra casa... tomar meu Rivotril, acalmar a mente com comprimidinhos...
abreviar a vida aos poucos, mais um cigarro...
mais um gole, mais uma respirada... mais um pouco de gordura trans...
estou cansado dos Rivos, dos trios, dos mesmos e das mesmas....
quero aquela que sonhei esta noite...
nosssa ela tinha um pouco de cada uma delas, me pareceu que `a escolhi a dedo at'e nos defeitos...
perfeitos no minimos detalhes, como tao real...
como me permito sonhar com a mesma inventada, noites a fio...
estou come'cando achar que o sonho 'e estar acordado...
vou pra casa logo... tomo meu rivotril, e sonho...
02/07/2007
Re-ceio RE-creio
Como se ja estivesse para terminar...
Vem sempre com uma melancolia.
É o constante ato de crer que não vai acabar...
RE CREIO ja vem com RE CEIO
Recreio ja vem com Receio de teminar
com a idéia de período bom que dura pouco...
Eu ja não RE muito, agora mais creio, que só há Receio...
Receio que este seja o último creio...
Creio que seja... tb o último receio...
AF
17/06/2007
15/06/2007
Não há mais
As palavras ditas em silêncio, quebram o próprio...
Mostram que não há mais.
mostram que ele ja não é comodo...
que ja não ensina mais nada, que dele não tem frutos;
mas nem todas as árvores frutificam.
Cade o confortante espaço de nada que nos abraça?
cade o silêncio quebrado pelos sinos...
os sinos estão la, mas ja não quebram mais nada....
Foram-se os sinos...
13/06/2007
08/06/2007
Devolve...
Devolve toda tranquilidadeToda felicidade
Que eu te dei e que perdi
Devolve todos os sonhos loucos
Que eu construí aos poucos
E te ofereci
Devolve, eu te peço, por favor
Aquele imenso amor
Que nos teus braços esqueci
Devolve, que eu te devolvo ainda
Esta saudade infinda
Que eu tenho de ti...
Mário Lago
04/06/2007
Por ter gostado, por te vivido...
por ter sentido...
Agora que falho e pouco escuto;
não me digam que se arrepender é para os tolos...
pois me sinto o mais tolo.
Queria ter o prazer
de não ter experimentado;
de ter passado, sem passar;
de ver o sofrer, sem ter sofrido.
Agora que de tudo resta muito pouco.
02/06/2007
28/05/2007

O
Será
Seria
Colorido de
Teria a
27/05/2007
25/05/2007
23/05/2007

"Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer..."
21/05/2007
20/05/2007
19/05/2007
18/05/2007
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
16/05/2007
15/05/2007
14/05/2007
04/05/2007
02/05/2007
01/05/2007
26/04/2007
25/04/2007
Dois pesos....
Prá que lado pende minhas tristezas,prá que lado pende minhas duvidas,
prá que lado pende minha agonia,
prá que lado pende minha esperança....
Prá que lado sigo as conquistas,
prá que lado olho torto,
prá que lado meu coração pulsa,
prá que lado meus anseios dormem....
Prá que lado devo caminhar,
prá que lado posso correr,
prá que lado tento viver...
24/04/2007
23/04/2007
21/04/2007
sonhos coloridos
e embalados de esperança.
Olhar que distancia horizontes
e que entende...
Lugares tão longe de se ir....
10/02/2007
01/02/2007
31/01/2007
Queria
Queria
Queria
e
Quero 
Pode-se
Pode-se, pede-se, diga-se...
Seria(
Se for
A
O
AF
Fico
Servem-me
Querendo
Sabe
É de
Pior não é falar alto, é ter o dom de falar nos intervalos de silêncio.
































































